Sábado, Junho 14, 2003




Pensa Rápido


Sábado é dia de curtinha. Ninguém tem muito tempo para moscar na net. E vcs, amada turminha, quando entram aki, já devem entrar pensando em gastar meia hora, né? Pois hoje vai ser rápido:

Ontem a Gabriela teve aula de doenças sexualmente transmissíveis. A professora levou imagens de orgãos genitais doentes em estágio avançado. Ela entrou no carro falando sobre o assunto:
- mãe, que nojo!!!!! Cada coisa horrível, cheio de verruga, com pus. Eca!
- Imagina o cheiro, disse eu.
- Eca mãe, vc piora as coisas. ARGGGGGGGG!!!! E Gabriela continuou: Depois de tudo, a professora acendeu a luz e perguntou: O que vcs farão agora? (se referindo a medidas de prevenção) - O Cristiano disse: Agora, nós levantaremos e iremos todos ao banheiro vomitar! E eu (Gabriela) completei: e morreremos todos virgens por sua causa! - finalizando...






10:41 AM


Sexta-feira, Junho 13, 2003



Foto minha de St Paul de Vence
Gente hoje não estou muito inspirada... prometo melhorar amanhã;

DDI



Uma ligação de looonga distância:
- Alô?
- Eu queria falar com o serviço de atendimento ao consumidor.
- Pois não.
Minutos depois:
- Serviço de atendimento ao consumidor, Deus falando.
- Deus?
- Sim...
- Nossa, o Senhor, assim...
- Qual é a surpresa, minha filha? Você fala Comigo todo dia.
- Mas o Senhor não responde...
- Isso é o que você pensa. O que você precisa, minha filha?
- Deus, sabe o que é? O Senhor me mandou um filho diferente do que eu pedi.
- Tem certeza, minha filha?
- Olha Deus, eu pedi um modelo luxo e o Senhor me mandou um STD?
- Porque você acha isso, minha filha?
- Eu queria que ele fosse inteligente, calmo, educado... Ele não é nada disso.
- Minha filha, quando ele saiu daqui ele era tudo isso, você é que andou estragando ele.
- Não sei Deus, eu tenho que ensinar tudo para ele, como pode ser inteligente?
- Ele aprende rápido, repara minha filha. Aprende até o que você não ensina. Aprende com suas atitudes.
- Deus, o certificado de garantia esta ilegível, e no lugar do proprietário, não tem meu nome e nem o do pai.
- Filha, você não é a dona dele, você é mais do que isso: é a mãe! Vc está cuidando de um filho Meu, que será entregue ao mundo para realizar boas obras.
- Deus, estão faltando páginas no manual de instrução.
- Como assim, minha filha?
- Dúvidas mais freqüentes, como agir em determinadas situações, o que quer dizer cada tipo de choro... Essas coisas.
- Minha filha, há páginas que só uma mãe pode preencher. Cada ser humano é único, e às vezes um desconhecido para si próprio, então essas páginas podem jamais ser preenchidas; mas com amor, todas as páginas serão preenchidas, pois é esta a única tinta capaz de escrever neste manual. Cabe a você escolher o caminho a tomar.
- Quanto tempo eu tenho de garantia?
- Posso garantir a você, que ele ficará ao seu lado o tempo necessário, tempo este que você nunca achará suficiente. Posso lhe garantir também que você estará sempre ao lado dele, embora muitas vezes não aprove suas atitudes. Se você, verdadeiramente, aprender a ser mãe, estará ao lado dele, para ampará-lo e corrigi-lo. Assim você estará escrevendo mais uma página do manual.
- Deus, eu não tenho mais tempo para mim, ele toma tudo, ocupa todos os espaços. Eu nem me reconheço mais.
- Você não se reconhece em cada vitória de seu filho? Você não reconhece, cada minuto do tempo empregado? Se ele estiver lhe dando muito trabalho, posso trazê-lo de volta.
- ...
- Você quer isso?
- Não, não Deus, eu acho que não sei mais viver sem ele!
- Deus, eu queria me preparar, será que o Senhor pode me dizer qual a pior tarefa, a qual, uma mãe pode ser incumbida?
- Àquelas, para as quais, ela não esteja preparada. Minha filha, Eu lhe dei o filho que você Me pediu. Um filho perfeito é aquele que você ama, seja ele como for. Toda mãe tem filhos perfeitos, porque a perfeição está nos olhos de quem vê e no coração de quem pede. Vai, mãe, cuida do teu filho, vive um dia de cada vez, aprende o que o dia te ensina. Não procure o manual, não busque garantias. Ame, assim você encontrará todas as normas e conhecerá todas as garantias.
- Deus, muito obrigada, se eu precisar posso...
- Pode, minha filha, todas as vezes que você precisar.

A ligação é encerrada. São Pedro anuncia outra ligação, e desconsolado pergunta: elas não aprendem? No que Deus, responde muito pacientemente: Elas já sabem, querem apenas a confirmação. Confirmação de quê? Pergunta São Pedro atônito. Deus, olha, dá uma risadinha e diz: Que têm o filho perfeito.



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3:10 PM


Quinta-feira, Junho 12, 2003


Gente primeiro queria agradecer a todos o carinho e os links. Se tudo der certo , este fim de semana terei os meus links, para os blogs amigos.




Queria agradecer o presente da Hein?Hã?! , tão legal e carinhoso. Ela fez umas adaptações das camisetas lá do Anas da Lapa, tô postando para vcs.

Serviço de Utilidade Pública:
Desejar a todos um Feliz Dia dos Namorados. Principalmente para as solteiras de plantão e avisar que o Devassa no Leblon estará realizando, hoje a noite, a noite dos desgarrados... com cupidos no salão, para entregar os torpedos (arg, podre!!!!), os casais que se arrumarem (derem um beijo) ganham um drink.

Comentário sobre o Dia dos Namorados: Se você não levar o seu de casa, veja pelo lado bom, pode achar coisa muito interessante, soltinho na rua, esperando por vc!!! Aproveite. Hoje vou jantar, com toda a galera, lá no Barra Brasas. Dia dos Namorados em família.




Fernando para Cardíacos



Lá em Curitiba, eu morava em uma casa, em um condomínio fechado. Lá as crianças saiam para brincar sem problemas, sem riscos, andavam de bicicleta pelo condomínio, jogavam bola, andavam de skate...

O Fernando não era diferente. Ele chegava da escola, na porta mesmo já deixava cair a mochila ¿ eu mandava catar, ele levava para o quarto, pegava a bicicleta na garagem e se escafedia até o jantar ficar pronto.

O abençoado silêncio do lar, só era quebrado pelo trrrrrrrrrrrrrrrrrrr, das rodinhas no asfalto. Eu pensava, lá vai o Fernando, (que na época tinha uns 4 ou 5 anos), mais um trrrrrrrrrrrrrr, lá vem o Fernando. Silêncio? Cadê o Fernando? Podia escrever, tava fazendo merda por aí!!!

Bom um dia, aquele ½ quilo de decisão, parou na minha frente:
- Tira a rodinha da minha bicicleta.
- Fernando, se eu tirar a rodinha vc, não vai andar mais... (pensava: ai meu sossego!!)
- Mãe, tira a rodinha...
- Mas, Fernando...
- Tira a rodinha, pede para o meu pai! Eu quero andar sem rodinha.

Fiquei cozinhando ele uns três dias... e um dia o Carlos ouviu a discussão, e interveio, com sua paciência habitual:

- Eu vou tirar, mas depois não pede para eu por de volta. Estamos entendidos? Eu tiro, mas não ponho mais!
- Tá certo! Você tira agora?
- Tá.

Pensei, lá no cantinho, com a minhas pulgas, pronto acabou o sossego!, nada mais de reconfortante trrrrrrrrr, agora só uma série de, mãe me ajuda...! Seguidos de uma belíssima dor nas costas. Nada! Ele pegou a bicicleta e sumiu. Como não tínhamos mais trrrrrrrrrrrr, de quando em vez eu saía, para ver como andavam as coisas... ou estava no parquinho ou jogando bola ou ainda trepado em alguma árvore...

No dia seguinte, estou chegando de carro no condomínio, cuja entrada era um declive suave, e vejo aquele ½ quilo de decisão, dando suas primeiras pedaladas, sem cair. Quase chorei, aliás, acho que chorei! O bichinho, de uniforme da escola, valente, ia até o fim da rua: pedala... põe o pé no chão. Catava a bicicleta, e subia empurrando ela, muita concentrado. E eu, parada na porta do condomínio, esquecida de entrar, com os olhos cheios d¿água. Ele me viu, sorriu seu sorriso mais bonito, de vitória.

Sem o reconfortante trrrrrrrrrrrr, a cada uma hora, eu ia ver onde o meu molequinho herói andava. Num destes intervalos, toca a campainha:

- Tia, o Fernando está chorando lá na rua debaixo. Ele deu de cara na caçamba de entulho!!!
- Ai, meu Deus.

Fora pequenas escoriações, tratadas a muito polvidine e água oxigenanda e acompanhadas de protestos de dor e tentativas desesperadas de fuga do algodão... Nada mais grave, ufa!!!

Neste meio tempo, Gabriela, digamos, impulsionada pelo sucesso do irmão, teve também as rodinhas da bicicleta subtraídas. Valeu alguma dor nas costas do pai, um pouco mais de empenho e muito medo, mas aprendeu.

Mas o Fernando, não parou sua série de atropelamentos:

- Tia! O Fernando atropelou um carro.
- Como assim? (lembrei, agora, da minha amiga Baratinha: como assim, Bial?)
- Ele tá chorando lá.

Lá fui eu desabalada atrás da Natascha (amiga da Gabriela, eterna portadora de notícias, até hoje suspeito que aquela menina seja onipresente):
Ele realmente tinha atropelado um carro parado rente ao meio-fio. Podia copiar o parágrafo das escoriações. Mas vcs podem ir lá e ler de novo, pq foi igualzinho.

A Gabriela, por sua vez, tomou um tombo, ralou o joelho e abandonou por um longo tempo suas pretensões de ciclista. O Fernando, depois de colocar todos os Band-aids, pegava a bicicleta e sumia de novo!

Dias depois, a campainha: (adivinhem quem era?)
- Tia?!
- Oi, Natascha...
- O Fernando ta chorando lá no parquinho.
- Ai Deus, o que ele atrolpelou agora, já correndo ao lado dela.
- Nada, ele só despencou da casinha de brinquedo.
- O quê? Santo Deus!!! (Sabe aquelas casinhas suspensas para as crianças subirem pela escada e descerem pelo cano ou escorrega, com balanço, gangorra e pneu embaixo?).
- É, o molequinho tinha caído lá de cima, soooooooorte, que deus é grande e o chão, embaixo era grama... Se fosse cimento, um abraço!

Tivemos tombos, e machucados de maiores conseqüências, mas não vou contar, pq nem gosto de lembrar.


A Vingança da Boazinha



Sei lá o que tinha feito à Gabriela, mas certamente foi alguma coisa que a deixou p... da vida dela! Ela era pequena, dei-lhe algum castigo, devia ter uns 5 ou 6 anos. Decida e escondida, decidiu se vingar: pegou um pote de creme novinho que eu havia comprado, e misturou com uma série de coisas, tampou e deixou lá. Quando fui usar o creme, tava todo cheio de caroços, meio rosa...
Chamei a mocinha: - você mexeu aqui?
- Não, mãe?
- Tem certeza?
- Tenho!
- Se você misturou alguma coisa no meu creme, eu posso passar no meu rosto e ficar com a cara bem machucada.
- É?
- É, ta bom. Eu mexi, tava com raiva, vim aqui e misturei um pouquinho de cada coisa no seu creme, não deu para misturar muito, pq estava muito cheio o pote...
Queria matá-la, lentamente, mas como disse a verdade, sentamos e ficamos conversando sobre castigos, verdades e mentiras...
Se aproveitando, da bronca que estava rolando não ser dirigida especialmente para ele, como de hábito, Fernando entrou no meu banheiro e não vendo muita utilidade para tanto perfume, pegou o meu Eternity que jazia abandonado na pia do banheiro e despejou no ralo...

Sentindo um cheiro forte de perfume, e observando o silêncio no resto da casa, parei a conversa e fui ao banheiro. Lá estava ele, o meu vidro de perfume vazio no chão, ele na pia escolhendo outro, pois os que tinhas spray não eram muito bons, não faziam ondinha!!!

Neste momento, cheguei a seguinte conclusão: nós colocamos telas nos apartamentos, não para as crianças não caírem, mas para a gente não se jogar.




11:28 AM


Quarta-feira, Junho 11, 2003


To se sentindo-me



Gente tô ´se sentindo-me´. Recebi um convite da Adriana Paiva para escrever Collectanea. Mas acho que veio errado, só pode ser. Já entrei nele, pq nossa amiga Cláudia escreve lá. Mas nem deixei comment, o povo escreve tão bem que fiquei com medo.

Eu tão fubazinha, envolta nos problemas do cotidiano...vou esperar a Adriana confirmar, que medo de passar vergonha!!!!

Bom gente, minha casa está como um barril de pólvora. Bangu IV parece pinto. A galera se revolta e faz censura, ah, mãe isso vc não vai por no blog, né? Ditadura infantil. A Gabriela, agora pensa antes de falar...mas não resiste e fala e depois fica me torturando para não por. Hoje ela se queixou: - Mãe, tirei 93 na prova da Cultura, sou a melhor aluna da minha turma, e vc fala do Fernando? Gente me redimo, dizendo que minha filha é nota dez.

Mas não resisto... vou para as curtinhas, pois cheguei a conclusão que os meus posts estão super alimentados, e compridos demais. E esse pelo visto será outro post obeso!!!! Eca.

Família Freudiana




Ele tava reclamando que nunca aparecia... esse é o Carlos

Gabriela é madura, compreensiva, prestativa, solidária, nas crises sempre tem uma palavra de sabedoria - ela é nosso superego - aliás ela é a única na família que não desperdiça dinheiro e faz poupança voluntária, embora ame um shopping.

Eu - ah, eu sou o Ego, sou o que sou, sem saber direito o quê!! Sou motorista, empregada doméstica, curandeira, nutricionista... aí fica difícil, para qualquer ego, decidir o quê ele ao menos acha que é! Mas enfim sou um labirinto. Todos os caminhos levam ao mesmo lugar, ou seja, lugar nenhum.

ID preciso dizer quem é? Preciso explicar pq? Para quem não conhece... Fernandinho - faz o que quer, tem chilique a três por quatro, não sabe perder, come o que quer e não engorda, um ser completamente livre.

Faltou um né?! Carlos. Ele é deus. Tem solução para tudo, poder sobre todos nós. E quando ele não quer, nem adianta tentar. Não rola. Quando ele entra em casa, a galera vai reunindo o que deixou para trás o dia inteiro. Agora, se vc pedir direitinho ele atende suas preces. Tem uma abnegação de pai...

Familiazinha Punk. Juntando tudo dá quase um ser humano!

Para não perder o costume:

Pérolas Infantis- Reloaded





Um dia pela manhã , acordamos depois da Gabriela ( que na época era filha única). Ela sempre foi muito independente, tomou o seu café, sem encher o saco de ninguém (com dois aninhos, que nem o Fernando, que até hoje é incapaz de levantar e ir buscar um toddynho no armário da cozinha com nove anos ¿ deve ser alguma coisa do cromossomo Y, mas isto é outra história).

O Carlos foi escovar os dentes, e encontrou uma caixinha de suco de uva, daquelas de 250ml, sobre a pia, semi-bebida, com canudinho enfiado... nem conversou... bebeu!!!

Nisso vem a Bibi, com a carinha de anjo e diz... mamãe esta caixinha taí, pq caiu na privada, ta?
Um doce para quem adivinhar a cara do Carlos!!!!! Eu quase capotei de rir... afinal quem sempre se ferra sou eu!!!!

Fernando, o meliante



Quando vinha de férias aqui para o Rio, freqüentava a praia no posto seis, Copacabana, onde tinha a minha turma, desde adolescente. Nas férias, ia a praia com minha madrinha que tb é minha tia e ama as crianças (tem gosto para tudo). Enfim, uma turma grande de senhoras, quase todas avós, amigas de minha tia, tb iam lá sempre no mesmo lugar.

Ficávamos em semi-círculo, batendo papo, praia calma, principalmente em julho.

Lá pela tantas, passa um vendedor de mate... o Fernando era sempre o primeiro a gritar do alto dos seus três anos: eu quero!! Ele já tinha tomado um balde de mate, comido uma dúzia de picolés, passado o cerol no cuscuz, não podia caber mais nada naquela barriga minúscula. Eu disse não.

Todo mundo que queria mate, pegou o seu... e tava naquela hora que todo mundo pega o dinheiro para pagar... paga, pega o seu... o vendedor indo embora, eu olho, o Fernando com seu copinho de mate bebendo... ah, quem foi, quem não foi que deu? Todas juraram, que não haviam dado. Conclusão: Naquela hora de passa o dinheiro para cá, toma o dinheiro para lá, ele pegou um real de alguém, na confusão e pagou seu mate. O lesado, vendedor ou uma das senhoras não deu falta... as senhoras amaram, morreram de rir, ele se tornou o ídolo na praia...

Ele fazia o maior sucesso, com a baleia inflável dele, de dois lugares que ele cismava em levar para a praia e escalar uma das avós par ir para água com ele... mas isso é outro post.

Cena dos próximos capítulos

Amanhã: Fernando para cardíacos - tombos e ferimentos em geral.






3:13 PM


Terça-feira, Junho 10, 2003





Cada ser humano tem seus próprios medos, de coisas variadas: uns tem medo de mar, outros de barata, e por aí vai.

O Fernando nada atido a medos comuns ao resto da humanidade se preocupa com o movimentos das marés e o movimento na Via Láctea. É, pois é.

- Mãe?
- Fala, Fernando!
- Porque que têm tsunamis?
(Estou a caminho do hortifruti...)
- A tsunami é causada pelo movimento das placas tectônicas no fundo do mar. Dependendo da intensidade da movimentação das placas há a formação de tsunamis.
- O que é placa tectônica?
- São os pedacinhos que compõem as várias camadas da crosta terrestre...
- Pq elas se mexem?
- Acomodação natural.
Gabriela resolve dar sua contribuição:
- imagina uma pilha latas no supermercado e vem alguém e tira a lá debaixo... cai tudo, é mais ou menos assim...
- ah!!!! Tem tsunami no Brasil?
- Não Fernando, até hoje ainda não. As tsunamis acontecem usualmente no Japão ou na China, não tenho certeza. O abalo sísmico, acontece normalmente no meio do oceano e as ondas costumam viajar a uma velocidade tal, que permite que seja dado o alarme no continente.
- Ah, tá! Se cair um meteoro? Vai fazer uma tsunami?
- Depende do tamanho do meteoro. Todos os dias, diversos corpos celestes e fragmentos entram em contato com a atmosfera terrestre. Por serem pequenos e devido ao atrito acabam pegando fogo.
- E se vier um grande?
- Fernando, há cientistas que se dedicam a estudar a órbita dos corpos celestes, se tiver algum em rota de colisão eles saberão e providências serão tomadas para evitar o contato.
- Ah tá!!! Mas foi um meteoro que acabou com os dinossauros, sorte nossa, ia ser difícil viver com eles. E se caísse, o que ia acontecer?
- Depende do tamanho e do local. Poderíamos ter um maremoto , considerando que ¾ da terra é água... haveria boas chances de cair no mar. Ou se caísse em zona povoada, provavelmete teríamos grandes estragos materiais, pois deveria haver tempo de avisar as pessoas para que elas saíssem da área. Ou se fosse muito grande, poderia deslocar a terra da órbita dela nos lançando ao sol, ou em rota de colisão com outro planeta ou ainda nos distanciando do sol, podendo criar uma nova era glacial ou pela poeira lançada na atmosfera ou pelo próprio distanciamento da terra do sol.
- Mãe o que é órbita?
- É o caminho que os planetas e corpos celestes em geral, fazem no céu, cada planeta tem o seu caminho.
- Pq a lua não cai?
- Pq na realidade ela não tá lá em cima, está girando em torno de nós, cada planeta tem o seu campo gravitacional...
- Vc ia embora como?
- Como assim?
- Se o meteoro cair...
- De scooter... de carro ia estar tudo engarrafado (lá to eu viajando).
- Ah, eu vou com quem?
- Comigo né, vc é mais leve. A Gabriela vai de moto com o seu pai...
- Mas eu vou querer levar meu videogame...
- Mas não vai dar para levar nada, a moto vai precisar estar leve.
- Nem água?
- Não, água a gente ia ter que levar...
Nisso a voz da razão me chama:
- Mãe, ficou doida? - Gabriela, me acordando.
- E se cair aqui na Lagoa (Marapendi), vai ter tsunami?
- Não, Fernando. A massa de água é muito pequena.
- Massa?
- Quantidade.
- Mãe, quando eu olho a Pedra da Gávea e tem nuvem em cima, parece uma onda gigante vindo para cá...
- É, e mesmo...
- Mãe?
- O que?
- Eu tenho medo de tsunami e de meteoro.
- Fernando, quantos anos vc tem?
- 9
- vc já viu alguma tsunami?
- Não.
- Algum meteoro caiu?
- Não.
- Então?
- Mas,eu tenho medo.
- É Fernando, eu tenho medo das suas notas... fazer o quê? São muito mais assustadoras e caem toda hora na minha cabeça.

Ontem ele tirou 4,25, numa prova que valia 8, e nenhum ponto de participação, eu mereço? Recuperação na Cultura Inglesa. ALGUÉM CONHECE A SOLUÇÃO? ESSES GENES NÃO SÃO MEUS E NÃO SEI O QUE FAZER COM ELES...





11:28 AM


Segunda-feira, Junho 09, 2003


Segunda-feira, quem inventou a segunda-feira? Deve ter sido o mesmo cara que inventou a monogamia...

Hoje será mais um dia típico de correria. Já estou cansada por antecipação.
Ah, Anne, obrigada por seu link. Vale a pena ler o blog dela, muito divertido.

Pérolas Infantis - Final Combat





O Fernando estava passando uns dias na casa dos meus pais, tinha uns três anos. Fez alguma das suas costumeiras artes. Meu pai está cego, por causa da diabete, mas resolveu ir atrás dele para ralhar. Meu pai chamava, chamava e nada! Lá pelas tantas ele se aborreceu e falou: - Fala, Fernando!!!!
O Fernando, que estava quietinho, respondeu: - eu não, senão vc me acha!
Minha mãe, foi quem contou a história, morrendo de rir.





Ainda na casa do meu pai:
Fernando viu no jornal a propaganda de um vídeo infantil, e cismou que queria comprar, naquele momento. Meu pai, avô de fazer todas as vontades, explicou que assim que eu chegasse (eu chegava naquele dia) ele me mandaria lá comprar (como mandou), e explicou que não poderia ir pq ele estava sem carro. O Fernando muito sério foi até o lugar onde ficam as chaves da casa... Olhou... Voltou e falou para o meu pai:
- Vô, tem uma porção de chaves (eram chaves de casa) aqui, e tem um monte de carros na garagem (meu pai mora em apartamento, eram os carros dos outros moradores). A gente vai lá, e pega o carro e vai ao shopping... Vc dirige!!... (olhou para o meu pai, acho que lembrando que ele não enxergava), não, eu dirijo! Quem conseguia explicar para o moleque que ele não podia dirigir e menos ainda ligar o carro dos outros com a chave de casa ?



e Fernando continua...

Estávamos na Tourão, o garçom muito solícito, passava toda hora. E o Fernando, olhando... Olhando... Lá pelas tantas, a churrascaria estava vazia e os recepcionistas estava próximos a nossa mesa...O Fernando, já encanado com o garçom, tentando acho que lembrar com quem ele se parecia, largou um: - seu Saraiva, o senhor por aqui!!! (personagem do zorra total, tolerância Zero)
Os recepcionistas quase deram cambalhota de rir, o garçom meio desconsolado, olhou para o Fernando, para os recepcionistas e falou:- ai Deus, mais um apelido!!!
Eu queria botar o Fernando no espeto e servir para o garçom.




Dorme com essa, jacaré...



A Gabriela, tinha 10 anos, e convidou uma amiga para dormir em nossa casa. Depois da aula, estávamos todos (Eu, Gabriela, a amiga, e o Fernando) no carro, indo para casa e se inicia o insólito diálogo:
- Mãe o que é sexo oral?
- Em casa a gente conversa, Bibi.
Com o Fernando no carro, não quis estender a conversa, não há necessidade de despertar algo que ainda não importante para ele. E eu já havia explicado para ela... pensei.

Chegando em casa:
- Mãe, o que é sexo oral?
Mais do que rápido a amiga dela, respondeu:
- Minha mãe disse que é quando a mulher grita durante o sexo.
Eu abri minha boca e fechei... segundos depois...
- Eu falei para ela que não era isso, expliquei como vc me explicou, disse Gabriela.

Pensa rápido Gláucia, pensa:
- Bibi, depois a gente conversa. Carol, vc senta e conversa com a sua mãe.

No dia seguinte, avisei a mãe da conversa necessária, disse que minha filha havia explicado a Carol sobre sexo oral. E transferi o abacaxi. Na volta da escola, outra dúvida:
- Mãe, pq as mães metem para as filhas?
Como explicar isso?
- Sei lá... Eu não minto para vc.

Oh, saia justa do inferno!



E a última:

Pedi ao Carlos que arrumasse emprego para uma amiga que passava por grandes dificuldades. Ele a empregou na empresa.

Tempos depois:
- Gláucia, todo mundo fala que eu tenho um caso com o Carlos, por causa da forma como ele me trata e da liberdade que temos. Eu nem ligo.
- Porque vc deveria ligar? Afinal, a corna sou eu. Respondi.



1:46 PM


Domingo, Junho 08, 2003


Galera, tomei uma surra este fim de semana, para mudar esse treco!!!! E não ficou bom, nem como eu queria... mas fazer o quê. Queria botar os links, mas quem disse que eu consegui. Pelo menos consegui tirar aquele azul que tava me dando alergia só de pensar.

Sabia que as figuras deveriam estar no servidor, mas como KCT? Ah, optei pelo único meio que conhecia para faze-lo... peço-lhes que segurem a onda esta semana, na outra... vou tentar arrumar tudo!!!!!!

Perólas Infantis II - a missão





O Cocô



Vim passar férias no Rio, e resolvi levar as crianças para visitar o cristo Redentor (antes da escadas rolantes)... fomos de trenzinho, na maior felicidade.

Subimos toda a escadaria... lá no alto, aos pés do Cristo, Fernando me olha como se estivesse sendo espremido por alguém: Mãe, quero fazer cocô. E rápido.

Alguém merece? Mas tem mais.

Desci a escadaria correndo com ele, até a estação onde chegava o trem ... lá tinha banheiro... só não tinha água. Nem para lavar a mão. Banheiro Imuuuuuuuuuuuundo. Imagina ficar segurando um moleque de seus 5 anos, suspenso para que ele fizesse cocô... limpar a bunda do dito cujo... e cadê água para lavar a mão?

Comprei água mineral para lavar minha mão, e subi toda a escadaria de novo, sem é claro usar o corrimão de pedra... pela quantidade de cocô que tinha naquele banheiro, e considerando que nem todos tinham comprado água mineral e contando com a possibilidade deles terem subido para o Cristo se arrastando pelo corrimão, eca! Passei longe, até hoje tenho trauma de corrimão, não uso nem o de escada rolante.



Cocô - 2



Gabriela tinha dois meses, tivemos um casamento de uma funcionária do Carlos. Vesti o meu único vestido que cabia em mim, (que era de inverno e estávamos no verão)eu não queria comprar roupa estando fora de forma. Fomos ao casamento, lá em Deus me livre, uma barulheira, um calor...
Voltamos para casa, estava na garagem, o bebê começa a emitir uns sons estranhos... danou-se. Abri a porta do carro mas era tarde demais. Estava toda suja de cocô. Meu único vestido...

Toda borrada... fui para o elevador. Ë claro que nesta hora, entra a vizinha mais besta, te olha como se vc fosse um cocô gigante... vc ta cheia de cocô e se sentindo gigante mesmo.
Depois vc tem que ir a lavanderia:
- Dona, ferrugem não sai.
- É cocô.
Alguém merece?



Vômito



Fernando tinha um ano... fomos jantar na casa de uma amiga, que morava no mesmo prédio...Tapetes persas, belas almofadas, era aniversário dela. Uma mesa magnífica. Estava com o Fernando no colo, ela tinha um filho da mesma idade. Havia chegado fazia pouco. De repente, não mais que de repente, o Fernando que estava bem... começou a vomitar. Eu estava de pé, perto da mesa. Girei a metralhadora de vômito, para tira-lo da direção da mesa, com a mão embaixo como se fosse aparar o vômito que descia pelos meus cabelos, escorria pelas minhas costas e para o meu desespero caminhava a passos largos para o tapete persa e passando pelo estofado branco. Obviamente, saí correndo para casa e deixei a babá cuidando dos destroços que havia provocado. No dia seguinte, mandei flores com um pedido de desculpas. Alguém merece?



Vômito -2



Uma amiga estava inaugurando o seu buffet infantil. O Fernando tinha um ano, e no caminho tinha vomitado o carro todo...ao chegar no buffet, limpei tudo, depois de estacionar o carro (tinha um kit vômito no carro ¿ com água e sabão em pó ¿ nunca use pinho sol ¿ o cheiro misturado vai fazer vc vomitar).fui andando até o buffet pensando se seria uma nova virose ou só um mal-estar. Ao chegar, minha amiga dona do Buffet, pegou ele do meu colo e saiu correndo... e arremessou o moleque na piscina de bolinhas...
Não Carla, não!! Ele vomitou no carro...
Nem completei a frase... a piscina de bolinhas ficou interditada!!!!



A vingança



Era aniversário, meu eu acho. A Gabriela tinha 7 e Fernando 4. Minhas amigas e seus rebentos foram todos. As crianças estava no quarto da Bibi e resolveram apagar a luz e contar histórias de terror. Uma das pequenas se evadiu com medo. E foi para sala encher nosso saco.
Resolvi vingá-la. Apaguei a luz do corredor. Peguei uma vela e um lençol . Acendi a vela e a pus embaixo do queixo e me cobri com o lençol, com uma das mãos afastava o lençol da vela. Abri a porta do quarto fazendo buuuuuuuuuuuuuuuuuu!!

Ah cara, as crianças se amontoaram uma em cima da outra quase subindo pela parede e gritando. Nisso a Gabriela lançou um:manhê!!!!!!

Tirei o lençol e morremos de rir. Todas as mães. Merecíamos uma vingança.

Ps.: A Gabriela disse que nunca tinha visto um fantasma de bolinhas.

Por hoje é só!!!






12:56 PM


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1:11 AM


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